
O engarrafamento do vinho é mais uma etapa no manuseamento do vinho após a conclusão das fermentações. Mistura, afinação, filtração e quaisquer tratamentos finais ou ajustes necessários são realizados nos vinhos de forma a garantir que o melhor produto seja colocado na garrafa.
Um dos tratamentos mais comuns no processo de vinificação, mas
muitas vezes mal-entendido, é a estabilização por frio. Vários produtores fazem
este tipo de tratamento simplesmente porque acham ser necessário. No entanto,
um pequeno teste pode mostrar que os vinhos já possuem a estabilidade que o
tratamento proporciona. Esta informação pode contornar o que muitas vezes é um
trabalho dispendioso e um processo de recursos na vinificação, e também diminuir
o manuseamento do vinho preservando a sua qualidade.
A instabilidade tartárica dos vinhos é a tendência de
desenvolvimento de precipitados de cristal de sal ácido a partir de catiões
metálicos saturados e aniões ácidos. O vinho clarificado e engarrafado é
suscetível de voltar a turvar, formando‑se depósitos nomeadamente de sais
tartáricos, como o bi-tartarato de potássio (KHT) e, em menor quantidade, o
tartarato neutro de cálcio (CaT).
A precipitação ocorre mais frequentemente quando os vinhos são
sujeitos a um processo de arrefecimento prolongado, o que reduz a solubilidade
geral do KHT no vinho. A ocorrência da cristalização depende da mecânica da
formação do cristal. No entanto, existem dois fatores que contribuem para esta
ocorrência: a agitação nos vinhos e um ponto de nucleação para os cristais se
formarem e crescerem (como as superfícies porosas e irregulares na parte
inferior de uma rolha).
O método comum de tratamento de estabilização por frio para a
maioria dos produtores vinícolas é o seguinte: sujeitar o vinho a um
arrefecimento prolongado quase até ao ponto de congelação, adicionar KHT em
excesso e, em seguida, promover a agitação do vinho e expô-lo aos cristais tanto
quanto possível.
É possível testar a estabilidade por frio do vinho, para
determinar se a realização de um tratamento é mesmo necessária. O método mais
utilizado é engarrafar à mão algumas amostras de vinho e sujeitá-las a um arrefecimento
prolongado para verificar se algum cristal se forma, avaliar os valores da concentração
de KHT a uma determinada temperatura e teor em álcool no vinho ou então testar
a condutividade do vinho.
O método recomendado para testar a estabilidade do KHT em vinhos
é medir a condutividade do vinho sob condições que promovam a precipitação dos
cristais. Os iões K+ são a principal fonte de condutividade no mosto ou em
vinho. A perda de iões K+ na
cristalização e precipitação promove uma redução do valor de condutividade
elétrica nos vinhos.
O teste requer a utilização de um medidor de condutividade que
permita a leitura na gama de 100 µS/cm a 10 mS/cm com uma precisão de 0,5% ou superior.
Uma escala piloto é realizada ao arrefecer um vinho e efetuar uma medição de
condutividade inicial enquanto se promove a agitação da amostra. É adicionado KHT
em excesso e a condutividade é observada ao longo de um período de 20 ou 30
minutos.
O aumento da condutividade está relacionado com a dissolução dos
iões K+ na solução e o vinho está abaixo dos níveis de saturação
devido à precipitação KHT, e por isso está estável.
Caso a condutividade se mantenha inalterada significa que o vinho
é estável sob as condições atuais de temperatura, mas pode se tornar instável
em temperaturas mais baixas.
A diminuição da condutividade significa que o vinho está a
precipitar KHT. Existe alguma subjetividade na avaliação desta última condição,
pois uma gota não significa necessariamente que o seu vinho esteja instável.
O padrão da indústria para declarar instabilidade é geralmente
definido como uma queda de 5% na condutividade ao longo do tempo de realização
do teste. Muitas pessoas preferem um valor de 3% mais rigoroso, e há muitos
produtores de vinho que por segurança, declaram que qualquer redução na
condutividade, como um vinho sendo instável para precipitação do KHT.
Soluções Hanna Instruments:
A realização de testes de condutividade numa adega é felizmente
um teste bastante simples e económico. Muitos medidores de pH são capazes de
medir também a condutividade elétrica com a simples substituição do elétrodo de
pH por uma sonda de condutividade. É o caso dos medidores multi-paramétricos
edge da Hanna Instruments CLICK AQUI para consultar a gama.
O medidor multi-paramétrico da família edge pode ser escolhido
com base no parâmetro de maior necessidade e posteriormente ser evoluído com a
utilização de sondas para diferentes parâmetros.
Assim, e se o teste de estabilização a frio é do seu interesse e
ainda não tem um condutivimetro, a nossa sugestão vai para o HI2003-02. Por ser
multi-gama temos grande precisão quer nos valores de condutividade mais baixos
quer nos mais altos.
Posteriormente poderá adquirir o elétrodo HI10480, específico
para os vinhos e transforma o seu medidor de condutividade num medidor de pH
com possibilidade, entre muitas outras características, de calibração a pH 7,01
e 3,00.
Este equipamento poderá também proporcionar medições de oxigénio
dissolvido, bastando para isso conectar a sonda HI764080. Um pequeno
investimento e um teste simples, permite a verificação das necessidades de
estabilização do vinho, economizando tempo e dinheiro garantindo uma qualidade superior
dos vinhos.
Temos uma Equipa de Técnicos Especializados, disponível para aconselhar, tirar dúvidas, apresentar os nossos produtos e as melhores soluções adequadas ao seu negócio. Contacte-nos!

